10 fatos e curiosidades musicais da nossa região

Você sabia que a cantora Maysa já morou em Bauru? E que Botucatu é terra de um dos grandes nomes da música sertaneja? Fizemos uma lista de fatos e curiosidades musicais da nossa região. Este é o primeiro post de uma série que estamos preparando. Fique de olho: vai ter literatura, cinema, dança… Enfim, todas as expressões artísticas serão contempladas. É, o que não falta no Interior é cultura e história.

Confere só:

1- Quem não gosta de samba…

carnaval bauru
… bom sujeito não é! Uma das principais tradições culturais do Brasil inegavelmente é o samba. Faz parte de nosso DNA. O que poucos sabem é que Bauru tem o seu nome escrito na história do carnaval brasileiro. Você sabia que o Sambódromo da cidade é o segundo mais antigo do Brasil? Ele foi inaugurado no 1990, seis anos depois do Sambódromo da Marques da Sapucaí, no Rio de Janeiro. Hoje, o samba ainda tem vez em Bauru. O carnaval de 2017 contou com o desfile de 7 escolas de samba e 12 blocos, e teve arquibancadas cheias mesmo debaixo de chuva.

2. A raiz do sertanejo

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Uma das duplas mais importantes da história do sertanejo, Tonico e Tinoco, tem origem na nossa região. Tonico nasceu em São Manuel e Tinoco é de Botucatu. Clássicos como Chico Mineiro, Chalana, Moreninha Linda e O Menino da Porteira foram consagrados nas vozes da dupla, que é recordista de vendas de discos no Brasil, ficando até à frente de Roberto Carlos. Por falar em sertanejo, outro nome de destaque é Waldomiro de Oliveira, que ficou famoso como o Zé da Estrada, da dupla que formava com Pedro Bento. Waldomiro, ou Zé da Estrada, nasceu em Pratânia, na região de Botucatu. Ele faleceu recentemente, no dia 5 de junho, mas seu legado ficará marcado na história da nossa música de raiz. A dupla Pedro Bento e Zé da Estrada era conhecida por se apresentar em trajes de mariachis (foto).

3. A garota de Bauru não é um personagem triste

cazuza
Ao escrever a música A Garota de Bauru, Cazuza plantou a dúvida eterna na cabeça de muita gente: quem é moça que o inspirou? Na canção, o cantor e poeta narra o encontro que teve com a jovem, chamada apenas de garota de Bauru. Pela letra, sabemos que ela trabalha em uma lanchonete e que gosta de música. No filme Cazuza – O Tempo Não Para, de 2004, a garota de Bauru é interpretada pela atriz Maria Flor, retratada como uma jovem que Cazuza conhece em uma das suas aventuras.

4. Bem antes do ‘meu mundo cair’

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Durante a infância, a cantora Maysa Matarazzo teve uma breve passagem por Bauru. Na biografia Maysa – Só numa multidão de amores, de  Lira Neto, há menção a essa passagem da cantora pelo interior paulista. A família de Maysa chegou por aqui em 1947, devido ao trabalho do pai da cantora, que exercia o cargo de fiscal de imposto, e partiu para São Paulo poucos anos depois. Maysa morreu em 1977 e sua voz continua sendo uma das mais marcantes da nossa MPB.

5. Tom Zé e o delegado

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Durante os anos da ditadura militar no Brasil, as músicas passavam por análise antes de serem apresentados ao público nos shows. Era década de 70, e o cantor e compositor Tom Zé veio fazer uma apresentação em Bauru. Entregou suas músicas ao delegado da Polícia Civil para análise e ficou surpreso quando a autoridade liberou o álbum completo. Nada ficou barrado pela censura. Anos depois, em 2013, Tom Zé voltou à cidade para fazer uma apresentação no Sesc, relembrou a história, pediu ajuda de jornalistas para encontrar o tal delegado e, no palco, improvisou uma música que dizia “o delegado democrata mandou cantar sem censura”. O delegado não foi localizado.

6. Amilton, da raiz do Zimbo Trio

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Um dos integrantes da famosa banda instrumental Zimbo Trio também tem raízes nestas terras. O pianista Amilton Godoy , que participou da criação do grupo, nasceu em Bauru em 1941. O Zimbo Trio nasceu em 1964, lançou 51 discos, apresentou-se em várias partes do mundo e tocou ao lado de Elis Regina. De acordo com informações da FanPage de Amilton, foi em Bauru que ele iniciou seus estudos musicais. Hoje, é considerado, como solista, um dos melhores pianistas do mundo.

7. Sérgio Ricardo, cinema e violão

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Sérgio Ricardo é o nome artístico de João Lutfi. Cantor, compositor, ator de cinema e diretor, ele nasceu em Marília em 1932. Foi lá que começou, aos 8 anos, seus estudos musicais. Entre os trabalhos de destaque da sua carreira, está a trilha sonora do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, de 1963. Sérgio também protagonizou um momento marcante – e inusitado – da música brasileira. No Festival de MPB da Record, em 1967, ao ouvir as vaias do público, ele quebrou o próprio violão. O nome de Sérgio está ligado a peças de teatro, filmes e novelas brasileiros.

8. Uma road song interiorana

Mauricio Pereira por Gal Oppido (2)
O nosso interior também serviu de inspiração para o cantor e compositor Maurício Pereira. Depois de fazer um show no Sesc de Bauru, em 2007, Maurício voltava para São Paulo dirigindo, acompanhado do amigo e violeiro Paulo Freire, quando tomaram uma “fechada” de uma Caravan. O resto da história fica por conta do próprio Maurício: “Fomos parar fora da estrada, e eu cismei que tinha uma loira sem cabeça dirigindo.  Daí pra criar a canção foi um pulo. Essa história de loira sem cabeça é tradicional, ouvi disso pelos mais velhos, pelos parentes do interior”. Juntou o causo com o fato e pronto: estava feita a canção.  “Aproveitei pra contar o causo, e também pra aumentar um pouco a história…”, brinca o compositor.

9. Woodstock é aqui

jornal-aguas-claras-festival
Em 1975, a Fazenda Santa Virgínia, localizada entre Iacanga e Reginópolis, recebeu jovens vindos de todo o país para o evento que ficou marcado na história musical do Brasil. O Festival de Águas Claras ocorreu em 1975. Outras edições aconteceram em 81, 83 e 84. Somadas todas estas ocasiões, o evento recebeu nomes como Gilberto Gil, João Gilberto, Mutantes, Raul Seixas e Tetê Spindola. É considerado o Woodstock brasileiro, em referência ao histórico festival realizado em 1969 nos Estados Unidos.

10. Um pedido de Dercy Gonçalves

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No final do filme A Baronesa Transviada, de 1957, Dercy Gonçalves canta uma música que diz “Me leva pra Bauru”. De acordo com o site Cinemateca Brasileira, a música é de autoria de Irany de Oliveira, que também é compositor do clássico Parabéns, Parabéns (chegou a hora de apagar a velinha/vamos cantar aquela musiquinha…), eternizada pela gravação do palhaço Carequinha.

 

Você sabe de alguma curiosidade ou fato histórico que ficou de fora da nossa lista? Quer colaborar para as próximas postagens que iremos fazer? Deixe seu comentário! 🙂

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